domingo, 25 de junho de 2017

Aniversário frustrante

Aqui é meu canal particular, então já defini: aqui eu falo o que me dá vontade e uso como diário de comemorações, desabafos, divulgação de trabalho, poesias e o que me der na telha.

Esses são meus filhos, a minha paixão. E foi por eles que largo muitas vezes mão dos meus sonhos e minha vontades.
São eles que me fazem acordar cedo, apesar de detestar, é por eles que cozinho, lavo, passo, grito, choro, rio e acordo TODOS OS DIAS.

Ontem, fomos a um aniversário e eles estavam muito animados, principalmente o Diego, que com sua condição de alérgico grave, nunca está presente nas festas que acontecem. Eu estava muito cansada e com vontade de ficar em casa, mas me levantei, me arrumei e pensei: vamos lá! Pode ser renovador!

E fomos, nós 3 e minha sobrinha, Maria Luiza. Cheguei lá e encontrei a família de meu marido que eu tanto gosto, ri um bocado e falei muitas besteiras, mas cometi um erro: falei para o Diego que não deixassem colocar a mão nele nem beija-lo. E não sei se por isso, por várias vezes, procurava, via grupos de crianças e ele nunca estava no meio.
Minha nossa! Por que eu fiz isso, pensei? Minha intenção era protege-lo, já que na última festa, uma prima deu um beijo nele com a boca suja de leite e ele passou mal por uns 3 dias, e teve que voltar a tomar corticoide e antialérgico. A minha intenção era que ele se protegesse, mas acho que deveria ter explicado e conversado mais, para que talvez ele não ficasse tão tenso.

Na verdade, ainda não conversei com ele e nem sei se ele estava assim...

No fim da noite, chegando em casa, ele com os olhos cheios de lágrimas me falou: posso ver um desenho?
E eu: já está tarde Di!
E ele: Mas eu quase não brinquei!
E eu: Por quê?
E ele: Porque a Julia não brincou comigo. Eu chamava e ela falava toda hora já vou e nunca vinha, só ficava conversando com a amiga dela do prédio.
E eu (querendo morrer): Claro, filho pode ver desenho afinal amanhã é domingo, dá para você dormir mais tarde.

Pois bem, coração apunhalado, logo pensei que seria minha culpa pelo que eu falei, e fiquei tentando entender o que tinha acontecido. Será que se ele não tivesse alergia e medo do contato, teria interagido com as outras crianças? Provavelmente sim. Mas o que eu posso fazer para ajuda-lo? Nada. O alerta é imprescindível para manter ele vivo.

Mas..... eis a questão: TODA MÃE DE ALÉRGICO ACHA A CULPA É SEMPRE DA ALERGIA OU DELA!

NÃO! NÃO É!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Pensamos de outra maneira: a prima é dois anos mais velha, ou seja, estava entrando na pré-adolescência e ele não. Então é natural que ela queira fofocar e brincar com os bebês do que com ele. E isso é uma frustração que qualquer criança pode passar, independente da alergia. EURECA!!!!!

Que alívio tive depois de pensar por esse prisma e conto em primeira mão, vou parar agora de escrever aqui e vou conversar com ele a respeito para saber se isso realmente incomodou e o que ele sente a respeito! Preciso fazer isso!

E sabe o que mais?

VOU BRINCAR COM ELE! Porque se foi culpa da alergia ou não, ele ficou triste mesmo porque brincou pouco, então eu vou fazer uma overdose de brincadeira com ele!

Depois eu conto o que ele me falou....

Beijos

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